Como ler o balanço
O balanço patrimonial é uma foto, não um filme. Ele mostra o que a empresa tem (ativo), o que deve (passivo) e o que é dos sócios (patrimônio líquido) numa data. A DRE conta o período. O balanço conta a posição no fim dele.
A leitura da SenseInvest olha de onde veio o dinheiro, se a dívida cabe no que a operação gera, e se o curto prazo se paga. Não olha se a ação está barata.
As faixas, em linguagem simples
- Dívida líquida sobre EBITDA abaixo de 1,5 vez é descrita como confortável; acima de 3 vezes, como alta. Em utilidade pública a régua é mais larga (2,5 e 4 vezes), porque concessão regulada carrega mais dívida por natureza do negócio.
- Liquidez corrente acima de 1,5 é folga de curto prazo. Abaixo de 1, o que vence logo não está coberto pelo que se espera receber logo.
- Cobertura de juros acima de 3 vezes é confortável. Abaixo de 1,5 vez, o lucro operacional está apertado para pagar o custo da dívida.
Essas faixas são sensíveis ao setor e ao ciclo. Um ano isolado não sustenta a leitura quando existe histórico. O detalhe da régua está na metodologia. O cartão colorido continua sendo descrição, não ordem — veja o que o veredito não é.